Cheque especial: 7 dicas para sair definitivamente do vermelho

Empréstimo é considerado um dos mais caros do mercado.

Publicado em 21/09/2022 por Rodrigo Duarte.

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Nas últimas décadas as instituições financeiras diversificaram muito a quantidade de linhas e tipos de crédito oferecido aos clientes. Se antigamente existia toda uma burocracia para conseguir um dinheiro na forma de empréstimo do banco, com o passar dos anos este dinheiro acabou se tornando mais fácil, seja em limites de cartões, financiamentos ou ainda no cheque especial.

Este último pode ser considerado como o empréstimo mais simples e fácil do qual as pessoas acabam tendo acesso. Em linhas gerais, ele pode ser definido como uma linha de crédito pré-aprovada que o banco disponibiliza desde a abertura da sua conta corrente, mesmo sem você ter solicitado. Mas, hoje em dia, os bancos acabam dando mais opções de controle para os clientes, que podem até mesmo negar este dinheiro disponível na sua conta.

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Assim como qualquer empréstimo, o banco também precisa de determinadas garantias e faz análises para liberar o limite. Mas, neste caso, a análise acaba sendo muito mais sobre o relacionamento que o cliente possui com o banco, bem como a sua movimentação financeira média durante um determinado período.

A partir do momento que o banco libera o limite do cheque especial, este dinheiro acaba estando disponível na conta do cliente, que pode retirá-lo a qualquer momento ou ainda realizar movimentações financeiras diretamente com estes valores, como pagar contas, fazer transferência, etc.

Juros do cheque especial

Mas toda essa praticidade acaba tendo um preço. E este preço é cobrado em cima dos juros dos valores que são utilizados deste limite. E eles incidem diariamente, com uma taxa definida mensal. E estes juros continuam correndo até que entre um determinado valor na conta que seja suficiente para não apenas pagar o valor que foi utilizado, mas também pagar os juros até aquele momento.

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Na grande maioria dos casos as instituições financeiras estipulam um prazo máximo para a utilização deste limite de crédito, que na média fica em um período entre 30 e 45 dias. Qualquer valor que entre na conta que não seja suficiente para cobrir todo o gasto até aquele momento abate a quantia respectiva, mas os juros seguem incidindo sobre a parte da dívida que segue em aberto.

As taxas de juros do cheque especial no Brasil costuma ser uma das mais caras dentre todos os limites de crédito oferecido, batendo de frente apenas com a do cartão de crédito, que também é elevada. O valor varia bastante de acordo com o banco e com a relação que o cliente tem com aquela instituição financeira, mas frequentemente supera os 15% ao mês.

Cheque especial: 7 dicas para sair definitivamente do vermelho

Dicas para sair do cheque especial

1 – Evite ao máximo entrar. Nunca pense neste limite como uma quantia de dinheiro disponível para que seja utilizada nas despesas correntes do mês. É muito importante que ele seja tratado apenas como um dinheiro para emergências;

2 – Faça um planejamento financeiro, coloque todas as despesas e entradas financeiras na ponta do lápis. Descubra se existe a possibilidade de fazer alguns cortes para quitar a dívida. Muitas vezes vale mais a pena passar trabalho alguns meses para pagar o cheque especial do que seguir levando a dívida adiante;

3 – Busque uma renegociação diretamente com a instituição financeira. Muitos bancos oferecem a possibilidade de pagar a dívida de forma parcelada depois de um determinado tempo;

4 – Busque um tipo de crédito mais barato para quitar o cheque especial. Caso o banco não esteja negociando diretamente o pagamento da dívida, pode ser mais interessante buscar um empréstimo pessoal ou consignado, por exemplo, para fazer o pagamento, uma vez que estes créditos costumam ser mais baratos;

5 – Reduza o limite do cheque especial. Caso aquele dinheiro ali disponível seja muito tentador, pode ser interessante solicitar junto ao banco que ele faça uma redução, até mesmo para que a dívida tenha um certo controle. Nos casos mais sérios, pode ser realmente o caso de abrir mão desta linha de crédito;

6 – Cuide todas as movimentações financeiras e lembre-se que qualquer dívida que entre na conta sem que exista o devido saldo acaba indo parar automaticamente no cheque especial. É o caso de uma conta parada que cobra taxa de cesta de serviços, por exemplo. O cliente não cuida, e quando percebe está com uma dívida enorme;

7 – Crie uma reserva de emergências e utilize como o seu próprio cheque especial, sempre mantendo o compromisso de devolver todo o valor que é retirado de lá.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.