Como negociar dívidas de cartão de crédito? Confira 6 passos

Acompanhe esse guia que poderá ajudar na hora de colocar as contas em dia e organizar o orçamento.

Publicado em 19/09/2025 por Rodrigo Duarte.

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O cartão de crédito acabou se tornando uma das principais formas de pagamento utilizadas pelas pessoas no dia a dia. O que antes era destinado apenas para aquelas compras de valores mais elevados e que precisavam de um certo prazo ou de um parcelamento para serem quitadas acabou se tornando uma ferramenta utilizada até mesmo para as pequenas compras do cotidiano.

Como negociar dívidas de cartão de crédito? Confira 6 passos
Créditos: Divulgação

Na prática, utilizar o cartão de crédito acaba se tornando muito mais vantajoso até mesmo do que utilizar o dinheiro. Além da grande quantidade de cartões que podem ser encontrados no mercado e que são completamente gratuitos para os clientes, as pessoas ainda acumulam uma série de vantagens que não teriam caso o pagamento fosse feito em espécie. Os programas de fidelidade dos cartões, por exemplo, permitem que os titulares acumulem pontos na medida que utilizam o seu cartão.

Quanto mais alta for a fatura, mais pontos são acumulados. E esses podem acabar sendo trocados pelas mais variadas vantagens, incluindo milhas aéreas que permitem com que as pessoas viajem, descontos em parceiros e até cashback e descontos diretos na fatura.

Mas todas essas vantagens acabam vindo com algumas armadilhas. Afinal de contas, mesmo não cobrando nada (no caso dos cartões com anuidade isenta) dos clientes que conseguem pagar sempre o valor integral da fatura até o dia do vencimento, o cartão acaba se tornando o principal causador de endividamento e inadimplência entre as famílias brasileiras.

E isso acontece basicamente em virtude da falta de controle que as pessoas acabam tendo com as compras feitas no cartão, especialmente as que conseguem limites muito superiores aos valores que elas ganham como salário e outros rendimentos, somado dos tipos de crédito oferecidos e dos juros cobrados nessas operações.

Saiba mais sobre como as dívidas dos cartões se formam e confira dicas importantes para conseguir negociar as pendências.

Por que as dívidas com cartões de crédito aumentam tão rapidamente?

Um dos principais motivos é o sistema de crédito rotativo que o cartão possui. Ao chegar a fatura, o cliente possui a oportunidade de não realizar o pagamento integral de todas as compras que foram registradas naquele período. Ele pode pagar apenas um valor mínimo e jogar o restante para a próxima fatura.

O problema é que os juros que são cobrados sobre os valores que não são pagos estão entre os mais elevados de todo o mercado financeiro. Para efeitos de comparação: um empréstimo consignado no INSS pode cobrar, no máximo, 1,85% ao mês. Já os juros cobrados no rotativo do cartão frequentemente superam os 40% ao mês.

Uma outra possibilidade que o cliente do cartão possui para não pagar o valor completo da fatura é aderir ao parcelamento, que é oferecido pela maioria dos cartões. Nesse caso, o cliente paga um valor de entrada e opta pelo plano desejado de parcelamento, com esses valores sendo cobrados nas próximas faturas. Nesse caso, os juros são menores que o rotativo, mas também são bastante elevados. E, quando essa parcela acaba sendo somada com os outros gastos realizados no cartão, muitas pessoas simplesmente não conseguem pagar.

6 passos para negociar sua dívida de cartão

Defina sua capacidade de pagamento

Antes de mais nada, de nada adianta tentar qualquer tipo de acordo se o cliente não souber, de fato, qual será sua capacidade de pagamento para aquela dívida. Portanto, some todas as despesas e verifique quanto dinheiro pode ser reservado para o pagamento desse futuro acordo.

Entre em contato com a operadora do cartão

Busque as opções de atendimento que a administradora do cartão disponibiliza ou então outras formas e canais que permitam essa negociação. É importante entender como está sendo composta a dívida até aquele momento e verificar se existe alguma proposta de acordo. Muitas empresas financeiras acabam oferecendo, atualmente, sistemas que já oferecem essas propostas de acordos já direcionadas para os clientes. Mas, em alguns casos, pode ser interessante buscar um contato humano para verificar a possibilidade de uma negociação mais personalizada.

Explique sua situação

Na hora de conversar com um atendente humano, pode ser interessante explicar sua situação financeira, demonstrar o real interesse de encaminhar alguma negociação e verificar as possibilidades. Mesmo que os sistemas estejam cada vez mais engessados, algumas empresas ainda preferem essa negociação pessoal.

Faça uma análise das propostas com cuidado

Na hora de receber e de analisar as propostas, é muito importante fazer uma análise cuidadosa. É importante levar em consideração o valor da entrada que está sendo solicitada, o valor e a quantidade de parcelas e também o Custo Efetivo Total (CET), que vai informar o valor completo que será pago.

Tente uma contraproposta

Na medida que as propostas não se encaixem, o cliente pode tentar oferecer uma contraproposta para o começo desse pagamento.

Finalize o acordo

Formalize e finalize o acordo mediante aceite ou assinatura de um contrato e pagamento da primeira parcela ou da entrada.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.