O que eu faço se não estou conseguindo pagar o aluguel?
Saiba o que acontece com os inquilinos inadimplentes e confira algumas alternativas para retomar os pagamentos.
No Brasil, a quantidade de pessoas que mora em imóveis alugados ainda é muito grande, mesmo diante de todas as iniciativas e programas que foram lançados pelo governo federal e em outras esferas para promover o direito a moradia e facilitar a aquisição de imóveis, especialmente pelas pessoas e pelas famílias mais humildes.

Você pode gostar:
Desenrola 2025: renegocie suas dívidas Negocie sua dívida Oi agora Evite corte: regularize conta de águaDe acordo com os dados da Agência Brasil, em 2024, aproximadamente um em cada cinco brasileiros morava de aluguel, o que representa cerca de 20,9% da população. Esse número tem aumentado ao longo dos anos, refletindo mudanças no mercado imobiliário e nas condições econômicas do país. A maior parte dos domicílios alugados é ocupada por pessoas que vivem sozinhas ou por famílias monoparentais, geralmente mães com filhos.
O aluguel pode ser considerado como uma alternativa viável e até mesmo interessante para determinadas pessoas. Mas, na grande maioria dos casos, o aluguel acaba se apresentando basicamente como uma necessidade, uma vez que as pessoas simplesmente acabam não tendo outra escolha.
Ele representa mais uma conta que pesa no orçamento doméstico e que deve ser paga todos os meses. Mas o seu valor acaba sendo muito mais impactante do que outras contas de serviços de consumo, incluindo água, luz, telefonia, etc. Por isso, a quantidade de inadimplentes nesse segmento é grande.
Entenda o que pode acontecer a partir do momento que a pessoa deixa de pagar o seu aluguel e conheça algumas alternativas para resolver o problema.
O que acontece se eu atrasar o aluguel?
A partir do momento que o locador do imóvel deixa de pagar o aluguem em dia, de acordo com o que foi acordado e que normalmente está disposto em um contrato, seja assinado diretamente com o locatário ou utilizando uma imobiliária como intermediária, o locador está sujeito a determinadas situações:
A partir do momento que o aluguel deixa de ser pago, o proprietário do imóvel, seja ele diretamente cobrando ou seja através da imobiliária. Nesse caso, os valores cobrados devem ser definidos também em contrato, que deve deixar claro as taxas que serão cobradas.
Além disso, o proprietário passa a ter direito a acionar o inquilino na justiça, seja para a quitação dos débitos que estão atrasados ou seja para solicitar o despejo dos moradores, caso não seja possível um acordo. Esses processos se tornaram muito mais ágeis nos últimos anos, garantindo que o proprietário tenha acesso rápido ao seu imóvel.
Além disso, mesmo que o inquilino seja despejado, a dívida ainda permanece, podendo ser cobrada na justiça e também podendo acarretar em uma inscrição em órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa.
O que fazer caso não consiga pagar o aluguel?
A situação na qual o inquilino não consegue pagar o aluguel em dia realmente é muito desagradável e complicada para ambos os lados. Para o proprietário, em muitos casos esse dinheiro faz parte da sua renda principal, ou seja, as pessoas contam com esse dinheiro. Já de parte do locador, o risco de despejo normalmente causa pesadelos, especialmente com as famílias maiores.
Por isso, existem alguns caminhos que podem ser escolhidos para tentar resolver essa situação:
Negociar diretamente com o proprietário
O primeiro passo que deve ser dado é o locador buscar uma negociação diretamente com o proprietário. Esse pode acabar se tornando um caminho um pouco mais complicado a partir do momento que as pessoas optam por utilizar uma imobiliária como intermediadora.
Mesmo nessas condições, o proprietário deve ter o poder de negociar diretamente com o locador. Nesse caso, será importante que ambas as partes exponham suas situações para que seja possível chegar a um acordo. Em muitos casos é de interesse do proprietário que o locador permaneça no local, e isso pode acabar resultando em algum tipo de acordo que fique bom para ambas as partes.
Rescisão amigável do contrato
Nessa negociação, caso as partes envolvidas não consigam chegar a um acordo que permita com que o atual locador permaneça no imóvel e que o aluguel atrasado possa ser pago de forma parcelada ou de outra forma acordada, pode ser interessante tentar buscar uma rescisão amigável do contrato.
Mas isso também deve resultar em um acordo, que deve ser devidamente formalizado, definindo bem o que as partes estão abrindo mão ou o que elas estão pedindo de fato. Mas essa acaba sendo uma forma de evitar conflitos, ações judiciais ou negativação do nome.
Buscar auxílios do governo
Leia também:
Renegocie suas dívidas em até 5 anos Controle mensal: crie sua planilha já Negocie sua dívida Oi agoraEm determinados casos, especialmente para famílias de baixa renda ou que estão alugando imóveis em virtude de acontecimentos inesperados, pode ser possível buscar algum tipo de auxílio de parte do governo. Existem diversos programas, tanto municipais quanto estaduais e federais que podem garantir alguns meses de aluguel.