Como fazer um refinanciamento? Vale a pena?
Saiba como funcionam essas negociações que são feitas levando em consideração contratos em andamento.
A contratação de uma determinada linha de crédito, incluindo empréstimos e financiamentos, compromete a pessoa com todos os termos que foram assinados no contrato, incluindo com o pagamento de uma determinada quantidade de parcelas ao longo de uma determinada quantidade de meses. E isso só pode ser negociado e alterado com a anuência de ambas as partes.

É muito comum que, no momento em que as pessoas decidem assinar um determinado contrato de empréstimo ou de financiamento, elas estejam financeiramente preparadas para quitar as primeiras parcelas. Mas isso pode mudar drasticamente com o passar do tempo.
Você pode gostar:
Crédito BNDES rápido pra sua PME Koin é confiável? Descubra já Reduza já sua parcela do consignadoComo muitos contratos de empréstimos e financiamentos são feitos para que a pessoa pague ao longo de meses ou anos, muitos imprevistos podem acontecer nesse caminho. As pessoas podem perder o seu emprego, sofrer acidentes que impeçam elas de trabalhar por um determinado período, ter que gastar com desastres ou tragédias impossíveis de prever ou simplesmente não conseguir manter uma disciplina em relação às suas contas.
Tudo isso pode fazer com que, em um determinado período de tempo, essas pessoas simplesmente não consigam mais manter os pagamentos em dia das parcelas. Consequentemente, elas podem acabar tendo o seu nome inscrito nos órgãos de proteção ao crédito e não conseguirem mais ter acesso a nenhum crédito, sofrendo o risco ainda de ações e processos judiciais para o pagamento da dívida.
Nesse cenário, a dica é sempre buscar uma possível negociação junto à instituição financeira credora. E uma das formas de conseguir um novo acordo é justamente o refinanciamento.
Entenda melhor o que significa esse termo e como funciona o procedimento.
O que é um refinanciamento?
Basicamente, um refinanciamento é um refinanciamento da dívida. Ou seja, é uma negociação de um contrato ativo que vai gerar uma dívida nova, junto com novas condições, tanto em relação aos valores das parcelas quanto em relação ao tempo. Esse refinanciamento pode ser feito tanto dentro da mesma instituição financeira como também por outros bancos, no processo de portabilidade.
Na prática, ao refinanciar, as pessoas estão trocando uma dívida antiga por uma dívida nova, com um novo formato, mas também com novas condições e um novo prazo para pagamento.
Normalmente, esse procedimento é feito quando as pessoas estão tendo dificuldades para conseguir manter os pagamentos mensais das parcelas em dia. Pode ser também feito pelas pessoas que desejam mais crédito, mas que não estão conseguindo novos contratos em função do seu comprometimento financeiro.
Como é feito o refinanciamento?
O refinanciamento, quando é feito sem portabilidade, começa sempre com um contato feito pelo devedor junto ao banco ou à financeira com a qual ele se comprometeu com os pagamentos. O processo burocrático completo sempre vai variar de acordo com o tipo da dívida.
Mas, em um primeiro momento, o devedor vai solicitar uma nova proposta de refinanciamento. Lembrando que não existe uma obrigação legal da empresa fornecer essa nova proposta.
A partir da dívida atual e da quantidade de dinheiro que ainda falta ser pago, o banco poderá fornecer uma nova proposta, de acordo com o objetivo da busca por essa proposta. As pessoas poderão, por exemplo, buscar uma redução nos valores das parcelas ou então buscar um novo aporte financeiro e o parcelamento junto com a dívida antiga.
Com isso, o cliente pode aceitar ou não a proposta. Caso a resposta seja afirmativa, o cliente assina esse novo contrato, a dívida anterior passa a ser extinta e quitada, e o que passa a valer é esse novo contrato, com todas as condições acordadas.
Tipos de refinanciamento disponíveis
Refinanciamento de empréstimos – Basicamente uma operação que envolve apenas finanças, com as pessoas obtendo um contrato novo para uma solicitação de empréstimo feita anteriormente. Nesse caso, é possível apenas conseguir mudar as condições do contrato ou então obter mais dinheiro;
Refinanciamento de imóvel – Nesse caso, as pessoas conseguem obter um valor emprestado em dinheiro, que pode ser utilizado inclusive para quitar o que está faltando para terminar o financiamento, e parcelar esse valor também com condições diferentes daquelas do contrato original;
Refinanciamento de veículo – Segue a mesma lógica do refinanciamento do imóvel.
Quais são os documentos necessários para solicitar um refinanciamento?
Os documentos vão variar e depender da operação financeira que está sendo objeto do acordo. Mas, normalmente, a lista é composta pelos seguintes itens:
- Documento de identidade (RG, CNH ou outro)
- CPF
- Comprovante de residência (conta de luz, água, telefone ou outro)
- Comprovante de renda (holerite, extrato bancário, declaração de Imposto de Renda ou outro)
- Contrato da dívida original (empréstimo, financiamento, cartão de crédito ou outro)
- Documento do veículo ou do imóvel (caso seja usado como garantia)
Vale a pena refinanciar?
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Peça consignado com taxas reduzidas Grana já: 6 empréstimos liberados Financie sua moto sem surpresasNa prática, as pessoas vão acabar pagando mais dinheiro ao final desse novo contrato. Mas, caso as parcelas estão pesando muito no orçamento ou a pessoa necessite de um adicional financeiro, a proposta pode ser mais interessante do que buscar novos empréstimos e financiamentos.