Cheques vão mudar. Confira o que será diferente no tradicional método de pagamento.
Folhas terão mudanças nas informações padronizadas obrigatórias.
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IR 2025: Declare fundos sem erros ID Jovem: viaje grátis ou -50% Pague menos no Ozempic: saiba quandoDurante muito tempo o cheque se tornou um dos métodos de pagamentos preferidos dos brasileiros para as mais variadas operações comerciais feitas no dia a dia. De fato, acabou se tornando uma das primeiras formas que permitiam com que as pessoas não tivessem que carregar o dinheiro em espécie para todos os lados, sendo substituído por um talão que oferecia algumas seguranças.

Passado alguns anos, com a chegada da informatização e dos mais variados tipos de sistemas de leituras informatizadas, o cheque, que foi criado basicamente como um método de pagamento destinado a atender as demandas de um mundo analógico, foi sendo deixado de lado. Mas isso não significa que ele completamente abolido, e ainda existe uma boa quantidade de pessoas que preenchem e assinam as folhas do talão no dia a dia.
Prova disso é que o Banco Central ainda se preocupa com a segurança dessas operações, ainda avaliando constantemente a forma como as pessoas utilizam os talões e fazendo algumas modificações para que estes métodos de pagamento ainda sejam considerados como legítimo. As próximas mudanças nos cheques foram confirmadas pela entidade que regular as operações financeiras brasileiras foram anunciadas com prazo máximo até o dia 2 de outubro.
O que vai mudar nos cheques?
De acordo com as informações que foram divulgadas pelo Banco Central, serão feitas algumas mudanças no padrão que as folhas de cheque devem ter, em termos de informações e disposição dos dados dos clientes. O objetivo, segundo comunicado do BC, é garantir que um aumento na segurança deste tipo de operação financeira.
A principal mudança citada pelo BC é a transferência de regulação do modelo-padrão dos cheques para as instituições financeiras. Até então, cabia ao BC fazer essa regulação, que define as características do modelo adotado. Os ajustes terão de ser comunicados ao BC 30 dias antes de serem implementados. A expectativa, no entanto, é a de que não ocorram mudanças significativas, uma vez que isso representaria custos elevados de adaptação.
Uma outra mudança é que os clientes poderão adotar o seu nome social para colocar nas folhas do talão de cheques, da mesma forma como já acontece com o Pix. Para que essa operação seja feita, será necessário que o cliente faça uma solicitação diretamente para o banco.
Grupo Consultivo
Alterações também foram feitas em relação a alguns sistemas internos que não chegam a ser importantes para o cliente em termos de utilização mas acabam sendo fundamentais para o funcionamento do sistema financeiro de uma forma geral. O Banco Central anunciou que vai passar a fazer parte como membro permanente do Grupo Consultivo Para Assuntos de Compensação, Grupo Compe, que foi instituído para opinar sobre questões relativas ao serviço de compensação de cheques.
“A modificação do papel do Banco Central não implicará em qualquer risco de descontinuidade às atividades desse grupo, possibilitando maior eficiência ao delimitar a atuação direta da autarquia nos assuntos que sejam de sua competência”, justificou o BC ao informar que o representante da instituição participará de reuniões e atividades do grupo apenas quando for preciso.
Cheque ainda circula com força
Atualmente as principais características dos pagamentos com cheques acabaram sendo incorporadas em outros métodos de pagamento, que são mais tecnológicos e seguros. Para que as pessoas não precisem andar com dinheiro vivo, os cartões de débito e os smartphones acabaram se tornando alternativas muito mais utilizadas.
Já na hora de parcelar uma determinada compra, os cartões de crédito acabaram dominando o mercado. Mesmo assim, o cheque ainda circula com uma grande forma no mercado financeiro brasileiro como um todo.
De acordo com números revelados pelo Banco Central no ano passado, foram compensados 219 milhões de cheques em 2021, contra 287 milhões em 2020. Das mais de 200 milhões de folhas compensadas, mais da metade é movimentada na região Sudeste. Esse meio de pagamento ainda é forte principalmente em lugares mais distantes dos grandes centros e com menos acesso à internet.
Para determinados mercados locais, muitos comerciantes pedem cheque, endossando e repassando, criando praticamente um segmento de crédito local. E isso faz com que as pessoas que não utilizam os cartões acabem ganhando um prazo para fazer os pagamentos ou ainda parcelar determinadas compras.
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