Como vai funcionar o novo sistema de crédito imobiliário?

Governo está anunciando novas regras para alcançar as necessidades das famílias de classe média.

Publicado em 18/11/2025 por Rodrigo Duarte.

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O governo federal anunciou no segundo semestre de 2025 o lançamento de um novo programa que tem como principal objetivo atender as demandas das famílias de classe média que precisam adquirir casas, apartamentos e imóveis de uma forma geral. A ideia é um tipo de crédito específico para atender as demandas das pessoas que já não se enquadram mais nos programas focados nas famílias de baixa renda.

Como vai funcionar o novo sistema de crédito imobiliário?
Créditos: Divulgação

De acordo com as informações que foram divulgadas pelos responsáveis pelo programa, a ideia é que esse crédito comece a ser disponibilizado ainda neste ano em determinadas operações, e que vá aumentando sua oferta de forma gradativa ao longo dos anos de 2026 e 2027.
Saiba mais sobre como esse novo crédito deve funcionar e quais são as pessoas que poderão se beneficiar com as novas condições.

Como funciona o novo crédito imobiliário?

As novas regras de crédito imobiliário que foram criadas e divulgadas pelo governo federal nesse segundo semestre de 2025 acabam alterando alguns aspectos gerais da forma como os recursos são direcionados em relação às isenções e outros benefícios que são direcionados para a aquisição de novos imóveis no Brasil, com um acordo que envolve tanto o governo quanto os bancos.

Uma das novas regras que foram criadas para esse financiamento imobiliário é que até 100% dos valores depositados em poupança poderão ser direcionados justamente para os programas de financiamento dos programas dessa natureza. Antes dessa alteração, a lei permitia no máximo 65% desses recursos sendo aplicados para essa finalidade.

Com isso, o objetivo do governo acaba sendo justamente ampliar consideravelmente a quantidade de dinheiro que os bancos poderão aplicar nesses programas. Consequentemente, a ideia também acaba sendo aumentar o valor máximo dos imóveis financiados e ampliar as ofertas para uma classe que reclama bastante das dificuldades de acesso ao crédito, que é a média.

O que muda nas condições de financiamento imobiliário?

Atualmente, o grande programa de financiamento imobiliário mantido pelo governo ainda é o Minha Casa, Minha Vida, que fez e ainda faz muito sucesso, mas que foi criado com o objetivo especialmente de atender os mais pobres que não tinham onde morar.

Com o passar do tempo, o governo foi ampliando as faixas de renda que poderiam receber algum tipo de benefício na hora de comprar o seu imóvel. Agora, a ideia é conseguir facilitar um pouco mais a vida das famílias que atualmente são consideradas como de classe média.

As mudanças que estão sendo promovidas possuem como principal objetivo atender as linhas de crédito do Sistema Financeiro de Habitação, o programa com juros limitados a 12% ao ano que facilita a compra, construção e reforma de imóveis, e permite o uso do FGTS para a casa própria.

As principais alterações que foram anunciadas para esse programa foram as seguintes:

  • Até então, famílias com renda até R$ 12.000 eram atendidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida. O novo modelo cria uma linha de crédito no SFH para famílias que ganham entre R$ 12.000 e R$ 20.000 por mês.
  • O valor máximo do imóvel financiado, que era de R$ 1,5 milhão, passa a ser de R$ 2,25 milhões.
  • O financiamento na Caixa, antes limitado a 70% do valor do imóvel em 2024, volta a ser de 80%.

Como funciona o financiamento imobiliário?

As mudanças anunciadas pelo governo federal visam especialmente reduzir os juros que são aplicados nos financiamentos dos imóveis a partir do momento que eles forem adquiridos por famílias de classe média. Mas a forma de financiar um imóvel segue basicamente da mesma forma.

Inicialmente, as pessoas precisam passar por uma análise de crédito que vai definir o quanto de crédito o banco vai conseguir liberar para que aquela pessoa compre um imóvel. Isso vai depender da sua renda, que pode ser somada com a de outras pessoas da família, com seu histórico financeiro e também com o relacionamento com o banco de uma forma geral.

Essa análise pode ser feita especialmente visando a compra de um determinado imóvel, que pode ser tanto na planta quanto um que já esteja pronto, ou então a partir das condições gerais de renda para saber o valor do crédito e, posteriormente, buscar um imóvel que esteja enquadrado nessa situação.

O processo ainda prevê a avaliação do imóvel, caso ele já esteja pronto, e depois as devidas assinaturas de contrato para que o negócio seja confirmado.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.