De bilionária a presidiária: Confira curiosidades sobre Elizabeth Holmes

Acusada por fraudes foi presa recentemente e teve sua história contada em série premiada.

Publicado em 03/06/2023 por Rodrigo Duarte.

Anúncios

Muitas pessoas fora dos Estados Unidos não conheciam muito o nome de Elizabeth Holmes. Apenas aquelas pessoas mais antenadas com as notícias internacionais envolvendo economia, principalmente grandes escândalos de fraude. Mas o nome se tornou mais conhecido depois da estreia da minissérie The Dropout, que acabou contando uma daquelas histórias reais que parecem ter saído de um livro de ficção.

De bilionária a presidiária: Confira curiosidades sobre Elizabeth Holmes

Um resumo rápido, para quem não viu a série e quem está por fora dos acontecimentos que inspiraram a trama: Holes criou, no começo dos anos 2000, uma startup dentro do segmento de saúde nos Estados Unidos com uma premissa que foi considerada inovadora na época: a possibilidade de realizar diversos exames laboratoriais com apenas uma gota de sangue. Ou, posteriormente, com apenas algumas gotas.

Rapidamente ela conseguiu impressionar uma série de investidores e criou, do zero, uma companhia de milhões de dólares. Se tornou rica em pouco tempo e, mais do que isso, apontada como uma das mulheres mais brilhantes e influentes da sua época. O que muitos foram descobrir posteriormente é que ela não passava de uma grande fraude. A empresa nunca conseguiu, de fato, fazer com que o equipamento criado funcionasse com apenas uma gota de sangue, e posteriormente teve que copiar tecnologias que já existiam para entregar algum resultado para os seus investidores.

Recentemente o nome dela acabou circulando novamente com força na imprensa, pois ela teve que se apresentar na penitenciária do Texas. Holmes já havia sido condenada, em um julgamento que se arrastou durante anos e que foi concluído no ano passado, a mais de 11 anos de prisão. Na época, ainda foram analisados alguns recursos, mas nenhum deles livrou a bilionária de se encarcerada.

Confira algumas curiosidades sobre a trajetória de Elizabeth Holmes:

Largou a faculdade

Holmes largou a faculdade aos 19 anos. Ela era uma estudante de Stanford e tinha o desejo de fazer algum grande. Acabou, três meses depois de abandonar os estudos, fundando a Theranos, com a ideia de simplificar os exames laboratoriais. Ela se inspirou na carreira médica do seu avô e em um estágio de verão que fez no mesmo ano no Genome Institute of Singapore para criar a empresa, à época chamada Real-Time Cures.

Conseguiu grandes investidores

Holmes conseguiu realmente convencer muitas pessoas a investir na sua empresa de saúde, um ramo bilionário nos Estados Unidos. No começo, aproveitou as conexões da família, uma vez que ela já tinha parentes ricos. Os primeiros grandes apertadores financeiros foram o bilionário Tim Draper, seu ex-vizinho e investidor de empresas como Tesla e Skype, e Victor Palmieri, amigo de longa data de seu pai. Depois, foi trilhando um caminho meteórico até conseguir dinheiro de nomes como Rupert Murdoch e Henry Kissinger, ex-Secretário de Estado e Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA.

Inspirada em Steve Jobs

Holmes sabia que tinha que criar uma imagem forte na mídia para conseguir se tornar reconhecida e ter acesso mais fácil ao dinheiro que precisava. Para isso, se inspirou diretamente em um dos seus ídolos, Steve Jobs, especialmente na escolha das roupas, aparecendo muito frequentemente utilizando roupas da cor preta e golas altas. Também investiu muito do seu tempo falando dando palestras e escrevendo artigos, o que fez com que ela se tornasse um ícone empreendedor reconhecido por publicações como Forbes, Fortune e New York Times.

Começo da queda

No ano de 2006, os primeiros problemas da Theranos começaram a se tornar públicos. Naquele ano, o diretor financeiro da empresa, Henry Mosley, foi demitido após questionar a confiabilidade da tecnologia e a honestidade da empresa. Outras pessoas também passaram a duvidar da tecnologia prometida pela companhia.

Reportagens

Entre nos anos de 2015 e 2016, o jornal Wall Street Journal publicou uma série de reportagens expondo todos os escândalos internos envolvendo a empresa, incluindo acusações de roubo de tecnologia de concorrentes e fraude em resultados que mudava até mesmo os exames de pacientes. No mesmo ano, a agência do governo dos Estados Unidos que regula as atividades laboratoriais demonstrou preocupação com a segurança dos métodos da Theranos.

Julgamento

No ano de 2022, depois de um longo julgamento, Holmes foi condenada a 11 anos de prisão por fraudar os investidores. Os promotores conseguiram provar que Holmes era ciente que as máquinas da empresa não entregavam os resultados que prometiam.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.