Dólar paralelo: entenda o que é e as diferenças da moeda norte-americana que circula

Saiba como funciona o valor dessa moeda no mercado.

Publicado em 30/05/2025 por Rodrigo Duarte.

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Se você já viajou para o exterior, fez compras em sites estrangeiros ou acompanha as notícias sobre a economia, certamente já ouviu falar no dólar paralelo. Mas você sabe o que esse termo significa?

Dólar paralelo: entenda o que é e as diferenças da moeda norte-americana que circula
Créditos: Depositphotos

Neste conteúdo, vamos explicar o que é o dólar paralelo, como ele funciona e quais são as principais diferenças em relação à cotação oficial da moeda norte-americana. Acompanhe!

O que é o dólar paralelo?

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O dólar paralelo é o termo utilizado para se referir à compra e venda da moeda norte-americana fora dos canais oficiais, como casas de câmbio autorizadas e bancos. Isso significa que ele é negociado no mercado informal, sem a regulamentação do Banco Central.

Esse tipo de operação costuma ocorrer em situações em que há uma grande procura por dólar, mas o acesso à moeda estrangeira está limitado. Como resultado, as pessoas recorrem ao mercado paralelo para conseguir comprar ou vender dólares.

Como funciona o dólar paralelo?

O funcionamento do dólar paralelo é simples: ele é negociado entre pessoas ou empresas sem passar pelos canais oficiais. Por não seguir a cotação oficial definida pelas instituições financeiras e pelo Banco Central, o dólar paralelo geralmente apresenta um valor diferente — e, na maioria das vezes, mais alto.

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É importante destacar que a negociação de moedas fora do mercado oficial é ilegal no Brasil, ou seja, quem compra ou vende dólar paralelo está cometendo um crime contra o sistema financeiro nacional.

Por que existe o dólar paralelo?

A existência do dólar paralelo está relacionada a fatores como:

  • dificuldades ou restrições no acesso à moeda estrangeira por vias legais;
  • tentativas de fugir da fiscalização ou de tributos;
  • interesses de pessoas ou empresas que operam no mercado informal.
  • Em geral, o dólar paralelo tende a ganhar força em momentos de instabilidade econômica, quando há muita incerteza no mercado e aumento na demanda pela moeda norte-americana.

Qual a diferença entre o dólar paralelo e o dólar oficial?

A principal diferença entre o dólar paralelo e o dólar oficial é a forma como eles são negociados. O dólar oficial segue regras determinadas pelo Banco Central e pelas instituições financeiras, sendo comercializado por bancos e casas de câmbio autorizadas.

Já o dólar paralelo circula no mercado informal, sem regulamentação e sem controle do governo. Por isso, ele pode ter uma cotação bem diferente do valor oficial — normalmente, mais elevada.

Além disso, a negociação de dólar oficial é legal e segura, enquanto a negociação do dólar paralelo é considerada crime e oferece riscos tanto financeiros quanto jurídicos.

Quais os riscos do dólar paralelo?

Ao negociar dólar no mercado paralelo, a pessoa está se expondo a uma série de riscos, como:

  • ser vítima de fraudes, já que não há garantia sobre a procedência das cédulas;
  • receber moedas falsas ou danificadas;
  • enfrentar problemas legais, como processos e sanções previstas pela lei.

Portanto, apesar de o dólar paralelo parecer uma solução rápida em algumas situações, ele representa uma alternativa perigosa e ilegal.

O que é dólar turismo e dólar comercial?

Além do dólar paralelo e do dólar oficial, existem dois outros tipos de dólar que costumam gerar dúvidas: o dólar turismo e o dólar comercial.

O dólar comercial é utilizado em transações internacionais de grande porte, como importações, exportações e investimentos entre empresas. Ele possui uma cotação mais baixa, pois envolve operações de volumes maiores.

Já o dólar turismo é aquele usado por pessoas físicas que viajam para o exterior ou fazem compras em moeda estrangeira. Ele inclui taxas e impostos, por isso, sua cotação costuma ser mais alta do que a do dólar comercial.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.