Energia solar: saiba se ainda vale a pena investir nesta transição
Modelo de captação e utilização de energia ainda tem um custo elevado para a população.
A energia solar já é uma realidade na casa de milhões de pessoas e também em muitas empresas que promoveram a transição do consumo apenas da energia elétrica fornecida pela rede, e acaba sendo obtida através da matriz energética do país, seja hidroelétricas, usinas de carvão e outras, para a captação própria da energia que pode ser captada dos raios de sol e transformada localmente.

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Pague menos no Ozempic: saiba quando Pague seu DAS-MEI 2025 em poucos cliques Bolsa Família 2025: veja seu novo valorEste acaba sendo um dos principais impactos que a produção de energia solar acaba trazendo para a vida das pessoas. Ao invés de depender somente daquela energia que acaba sendo fornecida por um sistema regulamentado pelo governo, as pessoas produzem a sua própria energia, que vai ser utilizada para consumo e que também pode acabar sendo repassada para a rede de uma forma geral.
Existem diversos benefícios da utilização de energia solar no dia a dia, sendo que um dos principais é o fato de ser uma energia limpa, ou seja, que acaba não emitindo poluentes para a atmosfera, e também é obtida através de um processo de captação que acaba sendo tendo baixo impacto ambiental.
Contudo, o sistema ainda é considerado caro para a grande maioria dos brasileiros. Os altos custos demandados na instalação fazem com que, na prática, para um consumidor doméstico médio, o retorno do investimento demore para acontecer. E o investimento se tornou ainda mais oneroso diante de uma regra criada no começo deste ano pelo governo que foi chamada popularmente de “taxação do sol”.
Entenda melhor as mudanças que começaram a valer ainda neste ano e saiba se ainda vale a pena instalar a energia solar.
Como funciona a lei de “taxação do sol”
A lei, que entrou em vigor no começo deste ano de 2023, estabelece que os produtores de energia por meio de painéis solares conectados à rede (on grid) devem ser cobrados pelo custo de distribuição à rede elétrica. No entanto, a legislação traz regras diferentes para quem instalou o sistema antes e depois da vigência do Marco Legal
Anteriormente, a produção de energia solar que era considerada como excedente acabava sendo disponibilizada para o sistema de distribuição de uma forma geral, retornando para a unidade produtora como um crédito na conta de luz.
A partir da nova lei, os consumidores que possuem o sistema chamado de fotovoltaico, acabarão sendo “taxados” pelo serviço responsável pela transmissão de energia até as residências, chamado de Fio B. Vale ressaltar que este não é um custo específico da produção de energia solar, sendo incorporado na conta de todas as contas de luz do país.
A taxação está acontecendo e forma gradativa. Para quem instalou o sistema no imóvel após a vigência da lei, a cobrança começa a ser de 15% neste ano em cima do custo referente ao serviço do Fio B e deve aumentar gradativamente até 2029, quando o consumidor pagará 100% do valor do Fio B. Já para quem instalou antes da vigência da lei, terá um privilégio: isenção da “taxação do sol” até 2045.
Energia solar ainda vale a pena?
Mas os especialistas alertam que, mesmo diante desta taxação, a instalação de um sistema de energia elétrica ainda vale a pena, especialmente para os consumidores da classe média e também para as empresas.
De acordo com as projeções feitas, mesmo com a taxação, a grande maioria dos consumidores conseguem ter uma redução do valor das contas de luz que pode chegar a 90%. E de acordo com a região e também com o tamanho do imóvel e do sistema de uma forma geral, ainda é possível gerar uma boa quantidade de créditos, mesmo com os impostos do governo.
A previsão ainda é que o retorno do investimento feito comece a acontecer em seis anos. Em um primeiro momento pode ser que as pessoas acreditem que é um longo período, mas diante do fato da conta de luz ter que ser paga para sempre, os custos realmente não parecem tão demorados para começarem a retornar para os bolsos dos brasileiros.
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