Organização financeira – como aplicar a regra 50 30 20

Entenda como funciona essa estratégia que pode ser aplicada para fazer um planejamento financeiro.

Publicado em 07/06/2025 por Rodrigo Duarte.

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Fazer um planejamento financeiro nem sempre é uma tarefa fácil, mesmo quando estamos falando de uma organização financeira pessoal ou familiar, muito menos complexa do que os orçamentos que são montados para empresas e corporações. Afinal de contas, esse não é um conhecimento que as pessoas aprendem durante sua formação escolar e nem costumam aplicar na prática.

Organização financeira – como aplicar a regra 50 30 20
Créditos: Depositphotos

Existem diversos métodos e algumas estratégias que podem ser utilizadas e aplicadas. Uma estratégia muito conhecida, que pode ser adotada para que essa organização financeira seja feita, é conhecida como o método 50 30 20. É uma fórmula que garante que o dinheiro seja distribuído em três grandes áreas, para melhorar o controle.

Saiba mais sobre como funciona a regra 50 30 20 e entenda como ela pode ser aplicada, na prática, nos orçamentos domésticos de qualquer pessoa.

O que é o método 50 30 20?

O método 50 30 20 é uma estratégia que pode ser aplicada na organização financeira e que, basicamente, é um método de distribuição de renda. Mas, nesse caso, estamos falando dos rendimentos que a pessoa possui e como esses valores podem ser distribuídos em uma previsão de gasto.

Ela sugere uma forma que pode ser considerada como ideal para que as pessoas consigam viver com o dinheiro que ganham, com os valores sendo utilizados para pagar as contas, adquirir outros produtos e serviços e ainda ter um valor que poderá sobrar no final.

Para garantir que o dinheiro seja aplicado da forma correta, ele deve ser distribuído em 3 grandes áreas: necessidades, desejos pessoais e poupança ou pagamento de dívidas. E cada uma dessas áreas deve levar uma porcentagem dos vencimentos.

Como aplicar o método 50 30 20 na prática?

O nome acaba fazendo uma referência direta aos percentuais do dinheiro que devem ser aplicados e à forma como os mesmos serão divididos. Como estamos falando em 3 áreas nas quais os valores devem ser aplicados, a divisão recomendada acaba sendo a seguinte:

  • Necessidades – 50%
  • Desejos pessoais – 30%
  • Poupança ou pagamento de dívidas – 20%

Dessa forma, as pessoas conseguem fazer uma previsão, de forma antecipada, de como o seu dinheiro vai ser utilizado no dia a dia, levando em consideração essas grandes áreas. Além de garantir o pagamento das contas e também separar uma parte do dinheiro para a aquisição de itens e serviços que não sejam considerados como fundamentais, ainda se separa um valor que será destinado ao pagamento das contas ou para começar a criar uma reserva financeira.

Mas não basta separar os valores, é importante também entender quais são as despesas que podem ser encaixadas em cada uma das categorias.

Necessidades

Nessa categoria serão considerados aqueles gastos fundamentais para que as pessoas consigam viver no dia a dia, as contas que não podem deixar de ser pagas e também aquelas que são consideradas como recorrentes.

Aqui entram gastos como aluguel, alimentação, educação, saúde, contas de água, luz, gás, condomínio, transporte etc. Algumas delas serão fixas, pelo menos durante um determinado período de tempo, como o aluguel. Outras podem ser variáveis.

Por exemplo, a alimentação é um gasto que pode variar bastante, de acordo com as escolhas que as pessoas fazem no dia a dia. Aproveitar as promoções dos mercados e priorizar a comida feita em casa, por exemplo, ajuda a gastar menos. Mas comer fora muitas vezes no mês ou então priorizar o delivery pode fazer com que os gastos sejam maiores.

Desejos pessoais

Nessa categoria, que também pode ser chamada de "supérfluos", entram justamente os gastos que estão relacionados com as coisas que as pessoas querem muito ter, mas que nem sempre podem ser consideradas como necessárias.

Nessa categoria estão serviços como viagens, streaming, compra de equipamentos eletrônicos, atividades de lazer etc. Nesse segmento acabam sendo feitos os cortes que normalmente são necessários para que as pessoas consigam guardar dinheiro para a próxima categoria.

A porcentagem de 30% existe justamente para garantir que as pessoas consigam utilizar o seu dinheiro para as compras desses itens e também para os seus momentos de lazer. Caso seja possível economizar na categoria de gastos essenciais, pode ser que a pessoa consiga gastar mais nessa categoria.

Pagamento de dívidas ou investimento

A última categoria são os 20% que devem ser aplicados ou no pagamento das dívidas que já foram contraídas anteriormente, ou então para iniciar uma reserva financeira. Apesar dessa categoria ser a que menos leva dinheiro, é importante que ela seja a que corra menos risco de alteração no planejamento.

Ou seja, é recomendado tirar dinheiro de outras categorias para manter os 20% sendo utilizados justamente para que as contas sejam quitadas e para que uma reserva financeira comece a ser criada.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.