Queda na bolsa: Confira ações que despencaram neste ano

Saiba quais foram as empresas que acabaram sendo uma péssima compra de ações até o momento.

Publicado em 28/03/2023 por Rodrigo Duarte.

Anúncios

Para quem já investe ou pretende investir na bolsa de valores, com a compra das ações das empresas, e gosta de decidir por conta própria as empresas que ele gosta de colocar o seu dinheiro, sem depender de carteiras prontas e indicações diretas feitos por pessoas especialistas ou empresas, o conhecimento da saúde financeira e operacional destes negócios é considerado fundamental.

Queda na bolsa: Confira ações que despencaram neste ano

Além disso, também é importante entender que as quedas nos preços das ações são considerados como movimentos naturais dentro deste tipo de investimento, sendo que, em muitos casos, as empresas acabam recuperando os valores, mas em outros casos realmente desvalorizam.

A queda nos preços das ações inclusive acaba sendo considerado como o momento mais interessante para a compra das mesmas, uma vez que os investidores acabam colocando menos dinheiro e espera que elas acabam se valorizando. Mas, de uma forma geral, quando existe um cenário de queda global nos preços das ações dentro de um determinado mercado, os investidores devem sempre ficar mais atentos.

Na última segunda-feira, dia 27 de março, por exemplo, o Ibovespa fechou em alta de 0,85%, mas ainda abaixo dos 100 mil pontos. Terminou o pregão aos 99.670,47 pontos. Essa queda nos pontos vem se acumulando ao longo das últimas semanas, diante do desempenho ruim de uma série de empresas que negociam os seus papeis no Brasil.

Confira algumas das empresas que mais tiveram queda nos preços das suas ações neste ano de 2023:

Hapvida, Qualicorp e Rede D'Or

Todas essas empresas atuam no segmento da saúde e tiveram um desempenho muito ruim este ano de 2023. Um dos principais motivos é o reflexo direto no desempenho comercial das mesmas. Com a população com pouco dinheiro no bolso para investir, estes serviços acabam sendo cortados do orçamento das famílias de uma forma geral, que passam a contar com o que o SUS oferece em termos de cobertura.

Além disso, de uma forma geral os planos de saúde ficaram mais caros, sendo que no ano passado tanto os individuais quanto os planos familiares foram reajustados em até 15,5%. Esse acabou sendo o maior teto de reajuste já anunciado pela ANS desde o ano de 2000, sendo considerado como o triplo da inflação do ano. Ou seja, tá muito complicado para a classe média conseguir continuar pagando seus planos.

Especialistas afirmam que as pessoas que investiram nestas empresas realmente devem olhar com atenção para suas opções, pois realmente não parece existir uma projeção a curto prazo que indique a possibilidade de haver uma recuperação de parte das mesmas.

CVC

A CVC, mesmo sendo apontada como uma boa aposta para o futuro para novos investidores, ou seja, para quem quer comprar hoje as ações, para quem já está de posse delas há algum tempo a empresa se tornou um problema. Ela ainda não conseguiu se recuperar das quedas nas vendas durante o período da pandemia. Com isso, a empresa acabou acumulando muitas dívidas para conseguir se manter operando.

Com os juros aumentando, a dívida da companhia também aumentou consideravelmente, e isso afetou diretamente os preços das ações. Atualmente a operadora está negociando uma reestruturação da sua dívida, já que ela conta com muitos vencimentos para o segundo trimestre de 2023 e parece não ter caixa para o pagamento das mesmas.

BRF

Em um setor completamente diferente, o da alimentação, a BRF, dona de marcas como a Sadia, também está sofrendo com problemas de desvalorização ao longo deste ano de 2023. A companhia chegou ao final do ano passado com uma dívida de R$ 14,6 bilhões. Mesmo conseguindo diminuir o total d dívida líquida em 15,8% ao longo de 2022, o aumento dos juros faz com que a empresa ainda tenha sérios problemas de caixa que estão levando os preços das ações para baixo.

Alpargatas

A empresa dona da marca Havaianas adquiriu uma grande dívida no final do ano de 2010, quando comprou 49,99% da empresa norte-americana Rothy’s, que produz roupas a partir de produtos reciclados. Nesta compra, a empresa gastou US$ 475 milhões. Com isso, a empresa teve que fazer um aumento de capital para conseguir fôlego, e a queda do preço das ações em relação ao começo de 2023 já acumula uma queda de 46,15%.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.