Volatilidade em investimentos: entenda esse conceito
Saiba o que significa esse termo muito utilizado nas finanças de uma forma geral.
O mundo dos investimentos possui uma série de termos e conceitos muito específicos que devem ser entendidos por quem está começando, especialmente pelas pessoas que desejam passar a tornar essa modalidade uma fonte de renda e recursos importante. E uma dessas palavras que pode gerar certa dúvida e confusão é a volatilidade.

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Ganhe com Tesouro 2025: taxas altas Invista fácil: XP revela 2025 Ganhe mais em 2025 com a RicoEntenda o que significa esse conceito de volatilidade quando estamos pensando e analisando o mundo dos investimentos financeiros:
O que é volatilidade?
A volatilidade, quando o termo acaba sendo aplicado dentro de um contexto financeiro de investimentos, refere-se basicamente à intensidade e à frequência das oscilações no preço de um ativo. Ou seja, quanto maior for considerada a sua volatilidade, mais esse ativo terá uma variação de preços ao longo de um determinado período.
Essa volatilidade pode acabar sendo percebida em qualquer tipo de investimento, mas acaba se tornando mais comum em tipos específicos, como ações, fundos imobiliários e criptomoedas. Aqueles investimentos que são feitos a partir de títulos de renda fixa também podem acabar apresentando certa volatilidade, mas tendem a ser menos instáveis e, consequentemente, mais seguros.
A volatilidade normalmente é um índice ou um dado que acaba sendo utilizado para definir se um determinado ativo pode ser considerado seguro ou não. Mas nem sempre um ativo volátil realmente vai ser apenas um investimento inseguro, uma vez que suas oscilações também podem fazer com que as pessoas ganhem mais dinheiro.
Tipos de volatilidade
Como esse acaba sendo um conceito muito importante dentro do mundo dos investimentos, foram criados diferentes tipos que passaram a ser utilizados para conseguir passar uma informação mais precisa:
Volatilidade histórica – Esse é um dado que acaba sendo obtido basicamente a partir das oscilações passadas de um determinado ativo. Com isso, ele acaba sendo calculado com base nos preços registrados ao longo de um período, como um ano. Se um ativo teve grandes variações de preço nesse intervalo, ele é considerado volátil;
Volatilidade implícita – Já esse dado acaba sendo obtido a partir da variação futura dos preços de um ativo, com base no comportamento do mercado. Com isso, ela acaba sendo utilizada com mais frequência no mercado de opções e também no de contratos futuros, refletindo basicamente a expectativa dos investidores sobre a volatilidade;
Volatilidade real – Esse tipo de volatilidade foi criado para refletir a variação efetiva do preço de um determinado ativo no tempo presente. Enquanto a volatilidade histórica analisa dados passados e a implícita faz projeções, a volatilidade real mede o que está acontecendo no momento.
Risco e volatilidade são a mesma coisa?
Apesar de a volatilidade ser constantemente confundida com o risco, esses dois termos acabam refletindo coisas diferentes dentro do mundo do investimento, mas com alguma relação. De uma forma geral, podemos afirmar que quanto maior a volatilidade de um ativo, maior a incerteza sobre seu retorno.
Mas a volatilidade acaba sendo um dado que foi criado com o objetivo de refletir apenas a oscilação dos preços em um determinado período, podendo ser para mais ou para menos a partir de um ponto considerado como referencial. Já o risco está muito mais relacionado ao contexto como um todo.
Quais são os principais riscos associados à volatilidade?
Volatilidade da cotação – Esse tipo de volatilidade ocorre quando o preço de um ativo apresenta oscilações constantes, influenciado por fatores como oferta e demanda, mudanças na economia ou eventos inesperados. Um bom exemplo é a cotação de uma moeda, como o dólar, que pode disparar no momento em que um anúncio político é feito, mas recuar posteriormente;
Volatilidade da rentabilidade – Nesse caso, a inconstância apontada não está apenas no preço do ativo, mas também nos rendimentos gerados por ele. A variação acontece principalmente em investimentos ligados a fatores externos. Um bom exemplo é o retorno de um fundo imobiliário, que depende da ocupação dos imóveis ou da taxa de juros do mercado;
Volatilidade do emissor do título ou ação – Esse risco está relacionado à estabilidade financeira da empresa ou instituição que emitiu o ativo. Mesmo investimentos considerados seguros podem ser afetados caso o emissor enfrente dificuldades.
Como medir a volatilidade de um investimento?
Existem algumas fórmulas matemáticas que acabam medindo a volatilidade de um determinado investimento. Um dos principais índices usados para medir a volatilidade é o índice beta. Ele compara a variação do preço de um ativo com a do mercado como um todo.
A fórmula é aplicada da seguinte forma:
- βp = Covariância (rp, rb) / Variância (rb)
- βp = beta, que representa a volatilidade do ativo em relação ao mercado;
- rp = retorno do ativo analisado;
- rb = retorno do mercado de referência (como o Ibovespa, no caso de ações brasileiras).
Mas essas são fórmulas mais técnicas que normalmente acabam sendo utilizadas por profissionais que tenham mais anos de experiência nesse mercado ou que trabalhem especificamente com essas avaliações.